Umberto Eco

Best-sellers odiados

Na conversa sobre fatos que gostaríamos de ter presenciado,
surgiu também a questão:

– Que best-seller você leu e se arrependeu?

As respostas imediatas foram:

  • 50 tons de cinza (E. L. James)
  • A Cabana (William P. Young)
  • O Código da Vinci (Dan Brown)
  • O Monge e O Executivo (James C. Hunter)
  • O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry)
  • O Perfume (Patrick Süskind)
  • O Segredo (Rhonda Byrne)

Da mesma forma, repassei a pergunta a meus contactos de internet, e obtive as seguintes respostas:

Li mais de uma vez o Pequeno Príncipe. É uma obra-prima, nada a ver com as porcarias dos best-sellers. O monge e o executivo me parece um ótimo livro, apesar de ter-se tornado best-seller. Os demais elencados me parecem indignos de constar na mesma lista.

Falou que é best-seller, fico longe.

Odiei de paixão: O Sol também se Levanta (Ernest Hemingway)

O Perfume me deixou com uma desagradável sensação de náusea e realmente não gostei nada. O Pequeno Príncipe já li, mas faz tantos anos que nem lembro mais. Na época gostei. Acho que há livros que devem ser lidos quando se é mais jovem, e que depois parecem idiotice.

É, A Cabana não consegui terminar de ler

Escapei de quase todos esses. Quase, porque li O Perfume pela metade.

O pequeno chatíssimo Príncipe“; o “Código” (da Vinci não merecia isso!); e o “Perfume“, que achei super idiota e nem terminei.

Meu marido levou 8 meses para conseguir ler O Código Da Vinci… …achou um saco. Foi presenteado por um médico colega dele da maçonaria!

A Cabana do Pai Tomás?

Dois best-sellers que adorei: O Nome da Rosa e O Pêndulo de Foucault, ambos de Umberto Eco.

50 tons de cinza.

Não foram exatamente best-sellers, mas alguns clássicos da literatura universal, dos quais me arrependo:

  • Moby Dick, Herman Melville – intragável
  • As Pupilas do Senhor ReitorJúlio Dinis – insuportável
  • Almas Mortas – Nikolai Gogol – desolador
  • Os 120 Dias de Sodoma – Marquês de Sade – revolucionário, porém excessivamente escatológico.

De minha parte, esclareço que odeio as obras do “dão marronzinho”, fui quem incluiu O Perfume na lista ao alto, não li os demais, e
devo incluir um clássico: Guerra e Paz, do bobalhão do Leão Tolstói – aquele sujeito que falava de religiosidade, mas era o exemplo pessoal de canalhice com a própria família.

Você quer contribuir com sua opinião a respeito de um livro que tenha se arrependido de ter lido?

Preencha aí embaixo o quadro deixe um comentário, no canto inferior direito do post.

 

Umberto Eco

Umberto Eco, também conhecido como Big Ego, é o escritor italiano contemporâneo mais conhecido. Nasceu em 1932.
De seus romances, li apenas:

  • O Nome da Rosa
  • A Ilha do Dia Anterior.

Considerei fenomenal O nome da rosa à época em que o li, e outros escritores descaradamente tentaram copiá-lo, como O Monge Inglês.

A Ilha do Dia Anterior, contudo, nada me significou. Foi um livro que mal passou em minha vida.

Preferi nunca ler  O Pêndulo de Foucault (1988), que tanto sucesso fez entre “bichos grilos”, teóricos de conspirações, e outros mais. Nunca me arrependi dessa decisão.
Como diz o próprio Ego, quer dizer, Eco, esse livro foi a inspiração de Dan Brown para o ridículo e execrável O Código da Vinci.

Em algum lugar do passado, li Apocalípticos e Integrados, lançado no Brasil pela Editora Perspectiva em 1965, e que é um ensaio sobre a influência dos meios de comunicação social.

Li também Turning Back the Clock: Hot Wars and Media Populism (2007), tradução de Alastair McEwen para a londrina Harvill Secker do original italiano A passo di gambero. Guerre calde e populismo mediatico (2006).
Este livro é uma coleção de ensaios  publicados sobretudo nos jornais La Repubblica e L’Espresso no período entre 2000 e 2005, assim como resumo de algumas palestras.
Na versão inglesa constam do livro os capítulos:

  • A guerra, a paz e outros assuntos;
  • Crônicas de um regime;
  • Retorno ao grande jogo;
  • Retorno às cruzadas;
  • A soma e o resto;
  • A defesa da raça (sobre o anti-semitismo); e
  • O crepúsculo do novo milênio.

Curiosamente, não consta o capítulo Cerchiamo almeno di divertirci (tentemos ao menos nos divertir) que fez parte do original italiano.
Como qualquer coletânea, contém altos e baixos, assim como este modesto blogue.
Depois de dois milênios em que tudo passou velozmente, tudo voltou-se para si mesmo e agora estamos no passo de um camarão, foi a conclusão a que chegou Big Ego.

 

 

 

 

 

 

 

O monge inglês

Em abril de 2009, li O Monge Inglês, romance de estréia de Valeria Montaldi (Editora Record, 2008, tradução de Eliana Aguiar). Logo na capa o aviso de que o frade-inspetor Matthew lembra (plágio?) William de Baskerville, de O Nome da Rosa, de Umberto Eco.

O tema do livro se passa em Milão, em 1246, e tem um número de personagens superior ao da lista telefônica de Boa Vista, em Roraima. A gente chega a se perder, com tantos nomes, participantes como personagens ou meros figurantes.

No final, as soluções para tudo quanto é trama não eram necessárias. Bastava o livro terminar. Mas a autora fez questão de matar o bandido principal perfurado pela faca de outro bandido secundário. Fez a filha bastarda do milionário ter um encontro com a mãe biológica, depois da morte da mãe adotiva. E mais uma série de outras soluções totalmente desnecessárias, dignas de dois capítulos finais de novela de televisão.

Ou seja, o livro, que poderia não ser uma mera cópia do romance famoso do escritor italiano Umberto Eco, tornou-se apenas um folhetim, dispensável, que em breve será esquecido.

Para quem quer saber a última cena: o frade largou o hábito e fugiu com a mulher amada, não sem antes ter se confessado com o velho abade, que morria de tuberculose no mosteiro.

Desta vez, alunos que entram na internet para saber finais de livros, por preguiça de leitura e para preparar seus trabalhos escolares, aí poderão encontrar o resumo. Se bem que duvido que algum professor fosse recomendar a leitura deste livro, especificamente. Ou de repente, talvez, um professor de história medieval.