Suécia

Ingmar Bergman

Ingmar Bergman (1918-2007) era diretor de cinema sueco. Mas, a editora Nórdica publicou os livros que se relacionam com os filmes, e eram muito bons.
Ao contrário de vários outros livros ou roteiros, o trabalho escrito era muito bem elaborado, e atendia o que havia de ser retratado na tela do cinema.
Poucos diretores de cinema tiveram essa boa sorte, pois muitas vezes o trabalho na tela era inferior ao feito em papel, ou vice-versa.
Fizeram parte desses trabalhos os livros / filmes:

  • Gritos e Sussurros
  • A hora do lobo
  • A hora do amor
  • O ovo da serpente
  • Sonata de outono.

Leitura simples, ágil, com o “gosto de angústia” que era marca registrada da filmografia de Bergman.
Não decepciona os fãs do diretor.

 

 

Diversos autores em diferentes épocas

Fiz uma lista autores de quem li vários trabalhos, em diferentes épocas de minha vida.
Não incluo na lista os autores de best-sellers, como Agatha Christie, ou Luís Fernando Veríssimo, ou livros cuja leitura era indicada na escola, como Machado de Assis, Jorge Amado, Rachel de Queiroz (ou já poderia ser Raquel de Queirós?) ou Maria José Dupré. Tampouco incluo Alexandre Dumas, de quem li boa parte da obra, adaptada ou não para o público juvenil.
Além disso, já comentei aqui no blog sobre alguns livros de autores como Bernhard Schlink, Graham Greene, e Moacyr Scliar, de quem li várias obras, cujos posts podem ser acessados nas respectivas tags.

Comentarei ràpidamente em outros posts o que li de:

  • Caio Fernando Abreu
  • Gore Vidal
  • Hermann Hesse
  • Ignácio de Loyola Brandão
  • Ingmar Bergman
  • Isabel Allende
  • José J. Veiga
  • Lygia Fagundes Telles
  • Marcelo Rubens Paiva
  • Noam Chomsky
  • Roberto Freire
  • Rubem Fonseca
  • Umberto Eco.

 

O Octavo de Estocolmo

O Octavo de Estocolmo, de Karen Engelmann (Rocco, 2013, 446 p., R$ 44,50) foi escrito na forma de um romance que tenta retratar a Suécia do final do século XVIII, quando ocorreu o assassinato do rei Gustavo III durante um baile de máscaras, enquanto na França desenvolvia-se a Revolução que determinou, naquele mesmo ano, a execução de Luís XVI.

Gira em torno da história de um fiscal alfandegário que tenta ascender na sociedade daquela época. A ligação com uma mulher ao mesmo tempo cartomante e dona de um cassino, ocupa a maior parte dos capítulos. No entanto, o elevado número de personagens, e um certo abuso de detalhes entremeando os diálogos, tornam a narrativa pouco interessante, muito mais parecida com o texto de uma novela de televisão, cujo final pouco acrescenta ao conjunto da narrativa. A história de leques é repetitiva e perde interesse ao longo do livro.

Confesso que esperava mais do livro dessa escritora, pois sempre tive boa impressão das obras de autores escandinavos. Não foi o que ocorreu desta vez.