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Histórias ou Contos de Outrora – Charles Perrault

Histórias ou Contos de Outrora – Charles Perrault, (Martin Claret, tradução Renata Cordeiro, ilustrações Rafael Nunes Cerveglieri, prefácio de Aurora Gebra Ruiz Álvarez, 2015, 126 p, R$ 39,00) contém

  • A Bela Adormecida no bosque
  • Chapèuzinho Vermelho
  • Barba Azul
  • O Mestre Gato ou o Gato de Botas
  • As Fadas
  • Cinderela ou o sapatinho de vidro
  • Riquete do topete
  • O Pequeno Polegar
  • Pele de Asno (adaptação em prosa dos versos de Perrault)
  • Os Desejos rídiculos. (em versos).

Como enunciado no prefácio, a tradução e a adaptação não se colocam como as versões de Walt Disney, que, ao contrário das histórias originais. não se preocuparam com a inserção das “moralidades” de cada conto, como apareciam na literatura do Renascimento.

Os contos não contêm detalhes escatológicos que surgem em algumas versões, sendo de modo básico uma forma de ensinar ao público infantil valores e comportamentos, e menos uma análise psicológica.

O livro tem capa dura, e cada conto é precedido de uma bem feita ilustração.
A tradução preocupa-se em mostrar jogos de palavras e dubiedades que constam do original francês.

O preço demonstra que uma boa edição não necessàriamente faz com que os preços tenham de ser estratosféricos, como costuma ocorrer com algumas editoras de letras caras.

 

Hermann Hesse

Hermann Hesse, embora nascido em 1877 e ter morrido em 1962, pode ser considerado um autor contemporâneo, atual, pois fez muito sucesso com as “gerações Woodstock”.

Li, mais de uma vez, Sidarta, romance escrito em 1922, sobre um outro Sidarta, que teria vivido na época de Gautama, o Buda Histórico.

O jogo das contas de vidro, de 1943, é utopia que se desenrola no século XXV

Além disso li o conto Alma de Niño, na coletânea Cuentos Universales, sobre o qual comentei que Hesse Hesse é um escritor sempre preocupado com moral, com ética, no sentido profundo, religioso até, na descrição de comportamentos de um jovem que demora para atingir a maturidade (prenúncio do mundo do século XXI).

Hesse recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1946 e é, sob meu ponto de vista, um misto de romancista e profeta.