memórias

Ignacio de Loyola Brandão

Ignácio de Loyola Brandão nasceu em 1936. De seus muitos livros, li:

  • Zero
  • Não verás país nenhum
  • Noite inclinada
  • O verde violentou o muro.

De novo um autor que, no final do século XX, fez sucesso porque, jornalista, escrevia com o cenário dos “revolucionários” pós-1964. Lembro que O Verde versa sobre as memórias do próprio autor enquanto morou em Berlim, dividida pelo Muro da Infâmia, mas absolutamente nada me vem à lembrança quando penso em Zero e em Não Verás, exceto que bem negativistas e muito lidos e bem comentados pela esquerda caviar.

Vale a pena ver como estão as opiniões mais recentes do autor, nessa entrevista de 2012:

http://g1.globo.com/platb/maquinadeescrever/2012/02/03/loyola-estamos-virando-uma-imensa-cracolandia/
Acho que a visão pessimista acabou sendo fruto da esquerda que ele defendia, e não da direita que era abominada em 1980.

Desde 2005 é cronista no jornal O Estado de São Paulo, mas confesso que não leio seus artigos.

 

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Gore Vidal

Gore Vidal ((1925-2012) foi muito prolífico (e por que não também dizer promíscuo?), e sua produção artística inclui romances, ensaios, roteiros de filmes, peças de teatro, etc.

Em ordem cronológica da publicação, li:

  • A cidade e o pilar (1948)
  • À procura do rei (1950)
  • Verde escuro, vermelho vivo (1950)
  • O julgamento de Páris (1952)
  • Messias (1954)
  • Juliano (1964)
  • 1876 (1976)
  • Criação (1981)
  • Duluth (1983)
  • Império (1987)
  • Declínio e queda do império americano (ensaio) (1992)
  • Ao vivo do Calvário, o evangelho segundo Gore Vidal (1992) (Live from Golgotha, no original inglês)
  • Palimpsesto (memórias) (1995)
  • Um momento de louros verdes (não localizei o título original, nem a data da publicação), a maior parte delas (ou todas?) publicadas pela Rocco.

De que me lembro dessas obras? Pouco, retenho na memória menos do que o que eu tinha apreciado na época da leitura.

À procura do rei – lembro apenas que trata do resgate (ransom) por Ricardo Coração de Leão, aprisionado pelos franceses;
Verde escuro, vermelho vivo – algo que se passou na Guatemala;
Messias – sobre os tele-evangelistas.

De fato, só me lembro de

Juliano – romance histórico sobre o curto reinado do imperador romano (360-363), equivocadamente chamado de “o apóstata”, dado que ele nunca foi cristão, e não podia, portanto, ter recebido esse epiteto;
Criação – outro romance histórico, que versava sobre Ciro Espítama, um personagem fictício que teria sido um diplomata persa e conhecido pessoalmente Zoroastro (de quem Ciro seria neto), Sócrates, Buda (Gautama), Mahavira, Lao-tsé e Confúcio;
Ao vivo do Calvário – uma sátira de como teria sido uma transmissão televisiva do julgamento e da crucificação de Cristo, caso a tecnologia o permitisse;
Palimpsesto – chatíssimo, cheio de fofocas, intrigas, brigas de ódio, sobretudo com a mãe.

Na verdade, passado o tempo, vejo Gore Vidal como um bom escritor, de linguagem ágil, com dose de humor irreverente, mas muito parecido com o que são tantos colunistas de jornais e revistas, que gostam de se manter em evidência por meio de falsas polêmicas. Confundiu a vida (homo-sexual) e a política (do Partido Democrata) com a própria obra, por isso ela se tornou muito bem recebida, mas ao mesmo tempo de pouca profundidade: um típico produto de consumo.