justiça

Não vou poder falar mal desse livro…

Li um dos piores livros que já podia ter sido publicado no Brasil.
Não posso, porém, falar mal dele aqui para vocês.
Os herdeiros vão me processar.
A associação de magistrados vai me condenar por eu ter duvidado de Sua Omnisciência.

Assim funciona o Brasil…

Posso apenas comentar que se trata de um livro sobre história (no caso, devem ser historietas da imaginação senil do autor), e que o livro não deve ter passado por qualquer tipo de revisão – nem de estilo nem muito menos de conteúdo.

A única observação que posso fazer é que deve sido piada o autor afirmar que o Cerco da Lapa, durante a Revolução Federalista, ocorreu no Rio de Janeiro, e não no município paranaense. Um errinho bobo de pouco mais de 900 km, e eu implicando com isso…
Acho mesmo que eu posso não estar bem informado, e não me lembre que a manifestação de black-blocs pichadores nos Arcos da Lapa ficou conhecida como o Cerco da Lapa…

Pois é, será que a livraria que teve o descaso de colocar à venda esse livro, sem qualquer preocupação com o conteúdo, faria o reembolso, com juros e correção monetária, pelo que eu paguei? Ela não é a “melhor do país”? Não tem zilhões de empregados (perdão, colaboradores) especializados?

A liberdade de expressão serve para editoras, mas não para comentaristas de livros…
É o poder de quem tem mais dinheiro.

Oremos pelas pobres árvores derrubadas para produzir pasta de papel que foi  infectada com tinta,
para perpetuar as sandices do nobilíssimo autor que já virou nome de rua.

Leitura como forma de ressocialização

24/11/2012 23h04 – Atualizado em 25/11/2012 00h00

Presos que lerem Dostoiévski terão pena reduzida em comarca de SC

Projeto da Vara Criminal de Joaçaba prevê redução de quatro dias da pena.
Proposta consiste na distribuição e leitura dos livros pelos apenados.

Géssica Valentini Do G1 SC

Detentos voluntários receberam um exemplar do livro, acompanhado de um dicionário (Foto: TJSC/Divulgação)
Detentos voluntários receberam um exemplar do livro, acompanhado de um dicionário (Foto: TJSC/Divulgação)

Um projeto da Vara Criminal de Joaçaba, no Oeste de Santa Catarina, prevê a redução de até quatro dias na pena de detentos que lerem obras clássicas, de autores como Fiódor Dostoiévski. A proposta, chamada ‘Reeducação do Imaginário’, é coordenada pelo juiz Márcio Umberto Bragaglia e iniciou na manhã desta sexta-feira (23).

De acordo com o Tribunal de Justiça (TJ) do estado, a proposta consiste na distribuição dos livros aos apenados da comarca. Posteriormente, magistrado e assessores vão realizar entrevistas. “Os participantes que demonstrarem compreensão do conteúdo, respeitada a capacidade intelectual de cada apenado, poderão ser beneficiados com a remição de quatro dias de suas respectivas penas”, explica o TJ.

Apenados receberam o livro na sexta-feira (23), em Joaçaba (Foto: TJSC/Divulgação)Apenados receberam o livro na sexta-feira (23), em Joaçaba (Foto: TJSC/Divulgação)

“O projeto visa a reeducação do imaginário dos apenados pela leitura de obras que apresentam experiências humanas sobre a responsabilidade pessoal, a percepção da imortalidade da alma, a superação das situações difíceis pela busca de um sentido na vida, os valores morais e religiosos tradicionais e a redenção pelo arrependimento sincero e pela melhora progressiva da personalidade, o que a educação pela leitura dos clássicos fomenta”, explicou o juiz Bragaglia.

O primeiro módulo prevê a leitura de ‘Crime e Castigo’, de Fiódor Dostoiévski. No segundo módulo, os apenados devem ler ‘O Coração das Trevas’, de Joseph Konrad. Depois, estão previstas obras de autores como William Shakespeare, Charles Dickens, Walter Scott, Camilo Castelo Branco, entre outros. Os livros serão adquiridos em edições de bolso, com verbas de transação penal destinadas ao Conselho da Comunidade.

Na manhã de sexta (24), os participantes do projeto, todos apenados voluntários do Presídio Regional de Joaçaba, receberam uma edição de ‘Crime e Castigo’, acompanhada de um dicionário de bolso. As avaliações estão previstas para ocorrer após 30 dias. Ainda conforme o TJ, o projeto tem o apoio do Ministério Público de Santa Catarina.