infância

A Amiga Genial

A Amiga Genial é o primeiro romance da série napolitana de Elena Ferrante (Biblioteca Azul, 2015, 332 p., R$ 19,00, tradução de Maurizio Santana Dias).

Narra a amizade de crianças e posteriormente adolescentes, na Nápoles do final dos anos 1950 e início dos anos 1960. Elena Greco, Lena, e Raffaella Cerullo, Lila, desenvolvem vidas que se cruzam na escola, na pobreza do bairro, nas relações com família e com professores. Uma eterna disputa entre qual é mais bonita, qual é mais inteligente, qual tem o melhor namorado, que Lena, a narradora, desenvolve com narrativa que prende a atenção.

Tece um retrato da pequena sociedade napolitana, em que os pais escondem dos filhos os anos vividos há pouco, da Guerra, com o fascismo, o comunismo, o dedo-durismo, a pobreza, a violência doméstica, a máfia dominando a cidade, a moral da época.

Comecei a leitura do livro achando-o ótimo, entusiasmado, mas à medida que as páginas foram se sucedendo e a idade dos personagens vai evoluindo, o livro torna-se enfadonho, com os problemas humanos e de relacionamento se repetindo, com aquele olhar “feminino” que estaciona em futilidades “jovens” e não alcança para algo mais profundo. A fase infantil das protagonistas é muito melhor.

Quando terminei a leitura, APESAR de ser um livro tão bem avaliado pela crítica dos jornais, decido que sou mais cricrítico e não darei continuidade à tetralogia.

Ah, e estou pouquíssimo preocupado com quem é na realidade Elena Ferrante. Pode ficar com o pseudônimo e os bisbilhoteiros que se preocupam com paparazzi e revistas de fofocas que façam suas descobertas. O livro aguçou meu mau humor. E dona Ferrante pode se casar com outros autores que escrevem pensando no lucro que obterão no próximo livro, como Conn Iggulden ou Rick Riordan.