Gore Vidal

Gore Vidal

Gore Vidal ((1925-2012) foi muito prolífico (e por que não também dizer promíscuo?), e sua produção artística inclui romances, ensaios, roteiros de filmes, peças de teatro, etc.

Em ordem cronológica da publicação, li:

  • A cidade e o pilar (1948)
  • À procura do rei (1950)
  • Verde escuro, vermelho vivo (1950)
  • O julgamento de Páris (1952)
  • Messias (1954)
  • Juliano (1964)
  • 1876 (1976)
  • Criação (1981)
  • Duluth (1983)
  • Império (1987)
  • Declínio e queda do império americano (ensaio) (1992)
  • Ao vivo do Calvário, o evangelho segundo Gore Vidal (1992) (Live from Golgotha, no original inglês)
  • Palimpsesto (memórias) (1995)
  • Um momento de louros verdes (não localizei o título original, nem a data da publicação), a maior parte delas (ou todas?) publicadas pela Rocco.

De que me lembro dessas obras? Pouco, retenho na memória menos do que o que eu tinha apreciado na época da leitura.

À procura do rei – lembro apenas que trata do resgate (ransom) por Ricardo Coração de Leão, aprisionado pelos franceses;
Verde escuro, vermelho vivo – algo que se passou na Guatemala;
Messias – sobre os tele-evangelistas.

De fato, só me lembro de

Juliano – romance histórico sobre o curto reinado do imperador romano (360-363), equivocadamente chamado de “o apóstata”, dado que ele nunca foi cristão, e não podia, portanto, ter recebido esse epiteto;
Criação – outro romance histórico, que versava sobre Ciro Espítama, um personagem fictício que teria sido um diplomata persa e conhecido pessoalmente Zoroastro (de quem Ciro seria neto), Sócrates, Buda (Gautama), Mahavira, Lao-tsé e Confúcio;
Ao vivo do Calvário – uma sátira de como teria sido uma transmissão televisiva do julgamento e da crucificação de Cristo, caso a tecnologia o permitisse;
Palimpsesto – chatíssimo, cheio de fofocas, intrigas, brigas de ódio, sobretudo com a mãe.

Na verdade, passado o tempo, vejo Gore Vidal como um bom escritor, de linguagem ágil, com dose de humor irreverente, mas muito parecido com o que são tantos colunistas de jornais e revistas, que gostam de se manter em evidência por meio de falsas polêmicas. Confundiu a vida (homo-sexual) e a política (do Partido Democrata) com a própria obra, por isso ela se tornou muito bem recebida, mas ao mesmo tempo de pouca profundidade: um típico produto de consumo.

 

 

Diversos autores em diferentes épocas

Fiz uma lista autores de quem li vários trabalhos, em diferentes épocas de minha vida.
Não incluo na lista os autores de best-sellers, como Agatha Christie, ou Luís Fernando Veríssimo, ou livros cuja leitura era indicada na escola, como Machado de Assis, Jorge Amado, Rachel de Queiroz (ou já poderia ser Raquel de Queirós?) ou Maria José Dupré. Tampouco incluo Alexandre Dumas, de quem li boa parte da obra, adaptada ou não para o público juvenil.
Além disso, já comentei aqui no blog sobre alguns livros de autores como Bernhard Schlink, Graham Greene, e Moacyr Scliar, de quem li várias obras, cujos posts podem ser acessados nas respectivas tags.

Comentarei ràpidamente em outros posts o que li de:

  • Caio Fernando Abreu
  • Gore Vidal
  • Hermann Hesse
  • Ignácio de Loyola Brandão
  • Ingmar Bergman
  • Isabel Allende
  • José J. Veiga
  • Lygia Fagundes Telles
  • Marcelo Rubens Paiva
  • Noam Chomsky
  • Roberto Freire
  • Rubem Fonseca
  • Umberto Eco.