eu

ausencia

Em primeiro lugar, quero matar o tecniqueiro que desconfigurou toneladas de coisas em meu commuitador, e nao consigo agora recuperar sequer o teclado para escrever na lingua de Camoens.
Fora outras coisas que ficaram em conflito, pois o velhinho da informatica nao sabe a diferenca entre janelas e macan.

Em segundo lugar, perdi um mes de meu tempo sendo OBRIGADO a ler um livro mais chato do que a teoria de que a Terra e’ plana.
Nao vou comentar sobre ele, porque nao quero dar oportunidade a propaganda gratuita para aquele lixo de besta-sela.

Em terceiro, mudei de cidade, e ainda estou na fase de instalacao.
Falta muita coisa para ajeitar.
Inclusive encontrar um lugar que seja o “ninho”  de leitura.

Estou com Os Farsantes, de Graham Greene, mas o cansaco tem me vencido, quando aa noite tento retomar a leitura.

Voltarei nas proximas semanas, com um computador que me obedeca, e com selecao de novas leituras.

Obrigado.

 

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Como um romance

Pràticamente não reparava nele, magro com suas 167 páginas, espremido com uma capa bege no meio de outros de cores mais fortes. Não sei quando o comprei, nem onde, nem quanto por ele foi pago. De repente, foi como se pulasse da prateleira para minha mão, e então comecei a ler “Como Um Romance”, escrito em 1992 por Daniel Pennac (Pennachioni, na verdade), traduzido para o “brasileirês” por Leny Werneck, e editado pela Rocco, em 1993.

Tão logo comecei a leitura, escrevi por e-mail (correio eletrônico, para os puristas) alertando-os

Você já leu “Como um romance”, de Daniel Pennac?
(Editora Rocco, tradução de Leny Werneck – existem outras traduções, inclusive para o lusitanês)
Sim?
Parabéns
Não?
Então leia logo, não faça como eu, que deixei o livro durante tanto tempo em uma prateleira.
Leia:
leitura obrigatória.
Só quem o tiver lido poderá saber o significado desse ensaio, escrito como um romance.
Procure no sebo, na livraria, peça emprestado, encomende na Amazon, xeroque de alguém (são 167 páginas).

Em seguida recebi algumas respostas:

1) Oi, Boppe
Acho que eu tenho na estante.
Se não estiver lá, vou correndo comprar.
1A) Encontrei Como um romance na estante.
Felizmente ainda estava lá.

2) Não. Vai me emprestar??

3) Resumo do livro “Como um romance” de Daniel Pennac (ÓTIMA DICA DE LEITURA!), por Daiane Matos …

Li o resumo e não gostei. Enfim, pretensão e água benta cada um usa quanto quiser.
Em seguida descobri outros resumos e comentários jorrando na internet, alguns deles melhores, mais claros e objetivos do que o postado pela princesa Daiane.

Pennacchioni não gosta de “leituras obrigatórias”. Azar dele. Acho que o livro tem de ser lido por todas as pessoas que se interessam por letras, sílabras, palavras, frases, pensamentos, … Talvez devesse ser lido pelos pais, ao lado do berço de seus bebês.

Sobre o que trata o livro? Sobre livros e leituras.
Primeiro leia-o. Depois, quem sabe, um dia conversaremos sobre o assunto.

intervalo – O Universo em uma Casca de Noz / Judeus contra Judeus

Devido a cirurgias nos olhos, fui obrigado a deixar a leitura por alguns meses.

Só agora pude retomá-la e, com isso, volto a comentar os livros que tenho lido.

Durante este tempo, deixei sem concluir a leitura de dois livros:

O Universo em uma Casca de Noz, do renomado cientista Stephens Hawkins (Saraiva de Bolso, 2012, R$ 16,90, 240 p.), e
Judeus contra Judeus – a história da oposição judaica ao sionismo, de Yakov Rabkin (Editora Acatu, 2009, 348 p.).

Confesso que difìcilmente retomarei a leitura de ambos.
Física não é um assunto pelo qual eu tenha interesse, muito menos quando se trata de contrapor diferentes teorias. Para mim basta saber que existem universos, que vivemos em um multiverso. E pouco me importa se o tal universo em que estamos inseridos está ou não em expansão: isso apenas aprofunda a realidade de que os seres humanos são microscópicos diante de cenários imensos e com possibilidades bem maiores do que podemos supor. Além disso, como cientista Hawkins cai no erro da vaidade e presunção, ao afirmar que a ciência é sempre mais importante do que a política, como se esta não fosse a propulsora da ciência em tantas etapas da História da humanidade.

A história dos conflitos políticos entre grupos judaicos, a favor e contra o sionismo é para mim mais atraente, mas o excesso de paradas obrigatórias, para entender palavras e expressões hebraicas e iídiches que constam do glossário, tornam a leitura demasiado lenta, com perda de continuidade e com prejuízo ao entendimento. É interessante, porém, ver que há grupos que defendem a tese de que o nacionalismo surgido com o sionismo, israelense, destruiu tradições do judaísmo, israelita.

Fica para mim o vácuo desses dois assuntos inacabados.