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Guerra das Rosas – 1

Guerra das Rosas – 1 – Pássaro da Tempestade, de Conn Iggulden (Editora Record, 2014, 406 p., R$ 45,00) é um romance histórico que inicia uma coleção de três livros sobre o período histórico das lutas dinásticas entre York e Lancaster, na Inglaterra, enquanto ainda ocorria a Guerra dos Cem Anos, contra os franceses.

Como romance  histórico, conforme admite o próprio autor, o livro “cria” fatos a partir de suposições.
Na nota histórica no final o livro o próprio autor esclarece essas inserções.
Não raras vezes eventos paralelos, ocorridos com a população civil, como a fuga de ingleses dos territórios perdidos para os franceses, e a revolta popular no Kent, são mais interessantes do que os episódios dos conchavos e traições de cortesãos.
Há diálogos que são tão improváveis e mal escritos como se eu me propusesse a escrever um romance. Teria sido melhor manter a narrativa em terceiro pessoa do que inseri-los para “dar cor” ao romance.

Do prólogo, referente a 1377, o autor passa para o corpo do livro, em 1443, sem informações históricas que complementem o texto.

Ao iniciar a leitura, pesquisei na internet referências sobre o autor e a obra, e o que encontrei foram vários blogs que apenas reproduziam a resenha que havia sido divulgada pela editora quando do lançamento do livro.
Eu, como consumidor, me senti lesado.
Se não leu o livro, por favor, não o comente.

A impressão que Conn Iggulden me transmitiu foi a de que se trata de mais um escritor que pretende ganhar a vida, lançando livros a cada temporada.
Já havia escrito, no início da carreira literária, a coleção O Imperador, sobre a vida de Júlio César, e a história do general romano não foi exatamente a preocupação do romancista Iggulden.
Seu nome estará ausente de minha curiosidade no futuro.

Em uma classificação de até cinco estrelas, Guerras das Rosas fica com três.

Está escrito

Mariel Fernandes

enluarada

Aos covardes do amor, cem anos de solidão. Que vivam nas sombras das suas desculpas razoáveis, cheias de bom senso e justificativas plausíveis. Os conspiradores sabem por quem os sinos dobram e os abandonam, transformando a si mesmos em fantasmas da terra do nunca. Não se aventuram, por isso não se perdem. Evitam desafios marítimos, por isso não naufragam. Se acreditam à salvo das tempestades, por isso transformam a vida em sonhos de uma noite de verão.

Aos covardes do amor, uma certeza: vivem em guerra e paz com eles mesmos, são um estado de alma e escolhem ver a vida no cartão postal por acreditar que podem abrir mão da paisagem. Crendo nisso, se condenam a uma existência menor e seguem sorrindo em direção à outras vidas secas.

Aos covardes do amor a consciência de que crime e castigo andam juntos, mas não como pensam. Crime é abrir mão…

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