Biblioteca Folha

Frankenstein

Fiz a releitura de Frankenstein, de Mary Shelley, desta vez com a edição da Biblioteca Folha / Ediouro (1998, tradução de Éverton Ralph, 220 p.).
O livro é mesmo um clássico da literatura, leitura obrigatória.
Quando se pensa que a autora tinha tão pouca idade quando escreveu o livro, vemos que ela teve mais imaginação do que muito autor “premiado” pelas editoras e renomados pela imprensa.
Os personagens desse exemplo da literatura romântica são muito bem engendrados, na oscilação entre o bem e o mal. Nada de linearidade, previsibilidade.

O versão do livro, porém, é bem fraquinha. O tradutor não sabe quando usar próclise nem ênclise, e confunde tempos verbais.
(Nada tão ruim quanto a abominável tradução de A Cidade do Século XIX, da falta de Perspectiva.)
Vou procurar uma edição original, em inglês, para confrontar com a “linguagem acessível” em que foi adaptada pela editora da Folha.

Quanto à conhecida história de Frankenstein, é uma pena que a maioria das pessoas insista em confundir criatura e criador. Ou que continuem a dizer que Ali Babá era ladrão.
Para Mary Shelley, o monstro é sempre chamado de “a criatura” ou “o demônio”. Nunca se transformou em “júnior”, como já li em um comentário de jornalista “especializado”.

 

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