Antigüidade

Did the Greeks believe in their Myths?

Did the Greeks believe in their myths? An Essay on the Constitutive Imagination, de Paul Veyne (The University of Chicago Press, 1988, 131 p., tradução do francês para o inglês de Paula Wissing, R$ 41,00) é um dos maiores engodos que já encontrei.

O tema é interessante, mas o ego maior do que o Olimpo do historiador francês estava ocupado demais em encher as páginas do livro com suas digressões intelectuais, que tornaram a leitura insuportàvelmente tediosa.

Veyne tratou muito pouco da História (que é sua área de atuação), e muito de …
de quê mesmo?

Nem sei. Para usar o “método” moderno, de tratar a História como uma inter-relação de fatos, inclusive os que virão dali a uns séculos, Veyne chega a falar de Nietzsche, Weber e Hitler!
Em cada um dos dez capítulos é possível encontrar uma ou outra frase que aborde a relação dos gregos com seus deuses míticos.

Ou seja, recheou as páginas com filosofices e psicologices que fugiram do tema, mas que certamente devem ter rendido ao autor muitos elogios vindos da panelinha acadêmica onde vive mergulhado em Paris. Se pelo menos fosse para se ater à filosofia clássica…

Ah, deve ter sido por isso que ele se esqueceu de falar da sociedade grega da Antigüidade.