Sobre

Melhor ser um velho com o bom senso de envelhecer (como as boas bebidas), de se alterar com o tempo, e que ainda pode sentir emoções, do que alguém sem idade definida do tipo “maria vai com as outras“, como os “polìticamente corretos bem informados” e todos os “bem intencionados“, que transformam o mundo na sala de recepção do inferno, fazem lobby para o diabo.

Um leitor, que utilizou apenas um apelido e um endereço eletrônico inexistente, escreveu-me:

Quem é você? Criticar livros sem se identificar nem o diabo faz.

Sim, caro leitor, mas quem é você que não conheço? Por que tenho de identificar-me quando não sei quem são meus leitores?

Sou um velho aposentado, que tem o prazer de ler muito.
Não tenho televisão, nem brinco com joguinhos eletrônicos.
Meu tempo é utilizado com leituras, passeios e ouvir música chamada de “clássica”.

Não gostou do que eu escrevi com relação a algum amigo seu?
Simplesmente não volte a ler o que comento.
Ninguém te obrigou a vir aqui bisbilhotar meus comentários sobre os livros de todo o tipo, que preenchem meu tempo.

Tenho meus leitores, velhos ou jovens, e contento-me com o contato com eles. Não tenho qualquer pretensão de abraçar o mundo, como você, em seu anonimato, pretende fazer. Como afirmei logo no início, não faço lobby, nem recebo para escrever elogios ao que não gosto. É uma toute petite différence com relação a críticos remunerados que você, caro leitor, aparentemente procura.
Não escrevo meus comentários para agradar nem meus amigos, nem eventuais amigos seus que você busca proteger.

Muito menos escrevo para que estudantes preguiçosos encontrem, nestes comentários, material para preparar trabalhos escolares, sem passar pelo “horrível trauma” de ser obrigado às leituras obrigatórias que algum professor indicou.

Se você fosse mais observador, veria que em um momento elogio fortemente o livro de um autor, e em outro post não hesito em comentar que outro livro do mesmíssimo autor me provocou uma reação de tédio ou de contrariedade.
Ou temos invariàvelmente de levantar os dedinhos para tudo o que surge, pois no limitado mundo das comunidades virtuais não há a alternativa para não gostar de algo?
Quem sabe algum outro livro escrito por você, ou por algum amigo seu, possa no futuro cair em meu agrado.

Há uma coisa que um dia você precisará saber: nem tudo é maniqueísta, nem tudo é apenas vermelho ou azul, nem muito menos apenas preto e branco.
Há uma infinidade de matizes que percorrem a gama de cores.

Caro comentarista anônimo, que exige de mim o que você mesmo não oferece, será que você já reparou que as moedas não são apenas constituídas por “cara” e “coroa”?
É verdade, repare bem e descubra que há em todas as moedas uma borda, que muitas vezes está repleta de desenhos ou de inscrições, se não apenas de riscos ou de falhas.
Existe uma complexidade maior do que um mero “sim” ou “não”.

Não duvido que você tenha como característica a defesa do “direito de expressão”, com a ressalva de que todos os pensamentos devem coadunar-se com o seu.
Lamento, mas nem sempre isso ocorrerá.

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