A Redoma de Vidro

A Redoma de Vidro, de Sylvia Plath (The Bell Jar, Biblioteca Azul Editora Globo, tradução de Chico Mattoso, 2014, 280 p., R$ 21,00) é um romance semi-autobiográfico da escritora que cometeu suicídio um mês após sua publicação, em 1963.

Passando-se no início da década de 1950, narra a história de uma jovem bostoniana que vai a Nova York para fazer estágio em famosa revista de moda.
Terminado o estágio, volta para a casa da mãe e toma conhecimento de não ter sido aceita para um curso de redação, o que inicia um processo de profunda depressão, que culmina com sua internação em clínica onde sofre eletrochoques em um tratamento mal conduzido.

A dúvida entre ser obrigada a constituir família ou obter uma profissão, a questão da virgindade ainda vista como prioridade na época pré-revolução sexual, e outros tratamentos médicos psiquiátricos confundem ainda mais a jovem, que se sente respirando dentro de uma redoma de vidro.

Sylvia Plath tornou-se sinônimo de escritora maníaco-depressiva que termina por buscar o suicídio, sendo registrado como “efeito Sylvia Plath” o fenômeno de que escritores criativos são mais suscetíveis a doença mental.

A linguagem do romance é muito clara e bem expressa.
O assunto é bem abordado pela autora.

Merece a leitura.

 

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