O filho de mil homens

O filho de mil homens, de Válter Hugo Mãe (Cosac Naify, 2012, 208 p., R$ 21,00) é o que eu diria, em poucas palavras: Ô livro chato!

Nada contra o autor. Bem o contrário: gosto muito desse escritor lusitano.

Nada contra o tipo do romance, que percorre uns 20 anos para contar a vida de vários personagens de uma não-identificada cidadezinha a beira mar, que se entrelaçam em relações e em diferentes gerações.

O texto porém é um festival de preconceitos daquela gente interiorana do litoral (acho que era o objetivo do retrato que o autor fez), não poucas vezes em níveis chocantes.

Pior, a redação em sentido inverso amiúde o leitor confunde e a reler toda a frase o obriga.

Por um lado o livro quer ser realista, e de outro quer mostrar lirismo na louca fragilidade dos personagens.

Não deu samba, nem fado. Ficou petulante como um afroflamenco polifônico.

 

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