Diário de um velho louco

Diário de um velho louco (tradução de Leiko Gotoda, Estação Liberdade, 2007, 208 p., R$ 21,00), de 1962, foi o último livro escrito por Jun’ichiro Tanizaki, que morreu em 1965.

Em formato de diário, conta a história de um septuagenário rico, que descreve a velhice, as doenças (e remédios), as relações com os parentes, os médicos, e, sobretudo, a relação com a nora.

Fala do erotismo de alguém que se descreve como alguém que “continua vivo e não pode deixar de sentir atração pelo sexo oposto”.
Enquanto isso, o velho sai a procurar o túmulo que mandará construir para, em breve, guardar seus ossos.

A linguagem é sempre muito ágil, e tem muita ironia e sarcasmo do personagem com relação às pessoas que o cercam.

Por outras vezes, fala da aparente “dureza” que o velho tenta manter, mas que resvala em lágrimas, que esconde quando inquirido por seu estado de saúde.

Muito bom.

Ao contrário de Voragem, do mesmo autor e da mesma tradutora, neste livro, porém, não há muitas notas para explicar detalhes dos hábitos japoneses, como por exemplo peças da indumentária.

Nada grave. Podem perfeitamente ser sub-entendidos e passados por cima.
(sub por cima ?!)

 

 

 

 

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