Demian

Demian, de Hermann Hesse, escrito em 1919, é tido como a auto-bio-graphia do famoso escriptor que, nas décadas de 1960 e 1970, tornou-se ícone dos movimentos pacifistas.

Li a 45a. edição brasileira, comemorativa dos cinqüenta anos do lançamento da obra em terras tupinambás. Editora Record, 2016, tradução e pós-fácio de Ivo Barroso, 194 p., R$ 32,90.

O livro narra a história de um garoto, Emil Sinclair, que tem dificuldades de relacionamento com os colegas na escola. Nesse contexto ele conhece Max Demian, que lhe expõe teorias sobre a capacidade das pessoas em praticar tanto o bem como o mal, chamado o Sinal de Caim, e que lhe fala de Abraxas, a divindade síntese de deus e do demônio.

Mais tarde, Sinclair conhece outros rapazes com quem troca conversas do mesmo tipo de religiosidade mística, um mais velho, o organista Pistórius, e outro da mesma idade, Knauer. O vínculo com Demian, contudo, sempre jaz e floresce na vida de Sinclair, como uma forma de amor platônico, que anos mais tarde também se transfere para a mãe de Demian, Eva.

Tudo no livro são narrativas de pensamentos, de sofrimentos, de vergonha, de sexualidade não resolvida, de estudos psicanalíticos, de idealizações e idealismos.

Ao final, a Guerra se impõe, pois para que algo nasça é preciso que alguma coisa morra…

 

 

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