Eu sou um gato

Eu sou um gato, de Natsume Soseki (Estação Liberdade, 2008, 486 p., R$ 31,00, tradução de Jefferson José Teixeira) é um interessante romance escrito em 1905.

O Japão vivia a crise de inserir-se ao mundo ocidental, depois de séculos de isolamento, e estava em guerra contra a Rússia.

O cotidiano da família de um professor de inglês, em escola secundária de Tóquio, é narrado pelo gato que mora naquela casa.

Os humanos têm quatro patas, mas se dão ao luxo de utilizar apenas duas. Poderiam andar mais depressa se usassem todas, mas se contentam apenas com um par, deixando as restantes estupidamente penduradas como bacalhau postos a secar.

Conversas com ex-alunos, amigos, família, vizinhos, são observadas pelo gato que narra o livro.

Muitos temas que permeiam o texto são filosóficos, ou relacionados ao budismo. Podem ser às vezes um pouco longos e enfadonhos, mas nunca desinteressantes – sempre trazem alguma reflexão.

O final do livro é surpreendente.

 

 

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