100 Experiências Gastronômicas

100 Experiências Gastronômicas para se ter antes de morrer, de Stephen Downes (Editora Prumo, 2008, 215 p., tradução de Ana Carolina Mesquita) é um livro que levei bem mais do que 100 dias para concluir a leitura. Costumava ficar ao lado da cama, para ler na hora em que me deitava.

O “renomado” (?!) crítico gastronômico australiano (Austrália?!), desses com coluna em jornal local (no caso, Melbourne), resolveu fazer um desses livros “numerais”- livro de 100. Enfileirou sua dose de esnobismo com diversas experiências gastronômicas que nada têm em comum.

Mantém típica dose de humor “superior”.  Caçoa de tudo e de todos, o que torna alguns capítulos muito engraçados. Essa mesma atitude, porém, esvazia vários outros.

Em alguns casos, Downes faz a descrição do preparo de certos pratos; em outros, apenas menciona o prazer que teve em degustar algo bem caseiro, típico em algum lugar (como o cuscuz argelino, ou o churrasco argentino). Perde-se no regionalismo “lá daquele canto do mundo”, na divisa entre o Vietnã e a Austrália, além, é claro, dos ensinamentos da sogra francesa.

O livro não mantém ritmo. SE não quisesse aproveitar a fórmula mágica de 100 (ou de 500 ou de 1000), e selecionasse apenas pela qualidade, a obra talvez não ultrapassasse 30 capítulos, e não seria publicado. Fica aí a sugestão para outra experiência para se ter antes de morrer.

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