Livros eletrônicos

Tenho lido alguns artigos sobre a repercussão de pouca expressão dos livros eletrônicos, os chamados e-books.

Não que a maioria das pessoas não se adapte à leitura em tela.
Acho, porém, que a maioria das pessoas tem a mesma resistência a novidades da eletrônica, por conta da velocidade excessiva.

Lembra dos vídeos em betamax? e do vhs?  usou bluray?  precisou de flopdisk?  e dos disquetes?  gravou arquivos em CD?  pois é, o mundo da tecnologia muda sempre, enquanto os livros continuam a ser lidos e relidos na forma de papel – desde Gutenberg – há mais de cinco séculos.
Não dá para sermos tão confiantes nas mudanças da tecnologia, e deixar de lado as boas obras literárias, porque o meio eletrônico ràpidamente as torna “obsoletas”.

Ainda hoje ouvi um amante da tecnologia falar que o mundo digital tende ao desaparecimento, deixando de lado a linguagem binária que tem sido sua base, cedendo lugar ao mundo quântico, em que a linguagem mais rápida ocorrerá em multiverso.

Como ficarão então os leitores de livros eletrônicos? estarão obsoletos junto com os kindles e outros tantos mais, kobo, lev, bebook  (cada um vinculado a uma grande editora) ? Terão de recorrer a “tradutores”,  como os que colecionaram vídeo-cassetes?

Tenho um amigo “informatiqueiro” que defende de unhas e dentes o kindle. Como lembra um amigo comum, ele defende o emprego da filha em uma livraria que vende livros eletrônicos, neste e em outros formatos.
Menos entusiasmo e mais realismo.

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2 comentários

  1. Sobre isto gostaria de relatar minha experiência pessoal (desastrosa, óbvio) com as “midias digitais”. No final da década de 90, estava em Nova York e comprei o primeiro livro digital – Rocket ebook. Resultado: em menos de cinco anos se tornou obsoleto e perdi todos os títulos (não posso chamar de livros) que havia comprado por via digital. Nem se cogitou de “tradutor” para outro equipamento ou formato. Foi o célebre “perdeu, otário”. Ainda na minha inocência, no mesmo período comprei a coleção completa da National Geographic, desde a fundação da revista até o número mais recente, em CD-Rom. Você imagina o que aconteceu? Com a atualização dos sistemas operacionais, como windows e mac, os meus cd’s se tornaram “incompatíveis”. Mais uma vez o resultado foi perda total irreparável. Por isso, cuidado. Só compre em versão eletrônica títulos que você realmente não precisa ou cuja perda não lhe cause prejuízo maior do que o custo do arquivo eletrônico (ebook). Lembre que o mesmo vale para música…

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