Sergio Y. Vai À América

Sergio Y. vai à América, de Alexandre Vidal Porto (2014, Companhia das Letras, 181 p., R$ 37,00) oferece uma leitura bem rápida.
Inclusive porque a própria formatação do livro inseriu muitas páginas apenas com o título dos capítulos, que se iniciam sempre em uma página ímpar – ou seja, há bem menos do que as 181 páginas. Além disso, alguns capítulos constituem-se de um único parágrafo. Evidentemente que se o livro tivesse um número menor de páginas, o preço de venda poderia ser mais baixo, mas não é essa a política da grife dos livros caros, como algumas vezes já comentei.
Como tantos outros livros, tem a característica da lombada que não permite leitura quando o livro é colocado em posição vertical. Por que essa moda entre os editores?

O livro trata a história de um psiquiatra paulistano que tem como um dos pacientes um rapaz de 17 anos, que um ano depois afirma já ter descoberto, na terapia, como deveria se comportar para superar a tristeza crônica que sentia. O jovem muda-se para Nova York, e o psiquiatra, mais tarde, casualmente encontra a mãe dele, que diz que o filho agradece muito por todo o trabalho feito pelo médico. Pouco depois, o médico sabe que o ex-paciente havia sido assassinado, aos 23 anos, em Nova York, e começa a buscar respostas para isso, deparando-se com dúvidas sobre sua própria atuação como profissional que antes não cogitava.

Quase toda a narrativa se desenvolve com o relato do médico sobre a própria terapia e por fatos que envolvem o psiquiatra e outras pessoas que tiveram contato com o ex-paciente, com um total de poucos personagens no livro. Não chega, portanto, a constituir um romance.

Deixando propositadamente algumas dúvidas sobre o trabalho do médico e a real personalidade do paciente, o livro pode ser fàcilmente “digerido” em ocasiões de mente relaxada e de ócio.
O autor desenvolveu um texto bem direto, sem expressões rebuscadas que queiram insinuar intelectualismo ou o uso de expressões da moda. É verdade que a descrição e as razões do assassinato não são muito convincentes. A se lamentar sèriamente foi apenas a escolha da editora.

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