Ruído Branco

Ruído Branco, de Dom DeLillo (Planeta DeAgostini, 2004,  320 p., R$ 16,90) foi lançado em 1984, mesmo ano do acidente industrial que ocorreu em fábrica da Union Carbide em Bhopal, na Índia.

O livro narra a história de um professor universitário que vive com a família no Meio-Oeste americano, onde ele ensina hitlerologia, e a mulher cuida das  crianças, dá aulas de postura para velhos e faz trabalho voluntário de leitura para cegos. Os filhos são dos vários casamentos dele ou dela, alguns deles apenas de passagem entre uma vinda da casa dos outros pais.
A cidadezinha sofre um acidente industrial e precisa ser evacuada, com seus moradores confinados em centros sob controle do estado por quase duas semanas.

Tanto o marido como a mulher sofrem de preocupação com a possível morte de um deles, e isso se torna uma obsessão na vida de cada um. Ela utiliza clandestinamente um remédio experimental para aliviar o medo, e ele passa a fazer exames de saúde compulsivamente.

À medida em que o livro avança, perde o humor que o autor soubera inserir nos capítulos iniciais, e torna-se apenas um amontado de frases e de situações clichês sobre mortes, que não ocorrem.

O título do livro refere-se ao conjunto de sons que se somam em uma cidade.

A tradução Paulo Henriques Britto deixa a desejar. Contém palavras inventadas desnecessàriamente (e algumas vezes até mesmo rejeitadas ao longo do livro), e desconhece a conjugação de verbos no modo subjuntivo.

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