O Macaco que se fez homem

O Macaco que se fez homem, de Monteiro Lobato (Editora Globo, 2008, 132 p.), faz parte da literatura adulta do grande autor brasileiro, que hoje em dia tem sido vilipendiado pelos politicamente corretos (e incapazes de perceber os contextos de época, assim como de entender o mínimo sarcasmo ou ironia).

Compõem o livro os seguintes contos:

  • Era no Paraíso… (1923)
  • A nuvem de gafanhotos (1914)
  • Tragédia dum capão de pintos (1923)
  • Duas cavalgaduras (1923)
  • Um homem honesto (1923)
  • O bom marido (1922)
  • O rapto (1923)
  • Marabá (1923)
  • Fatia de vida (1923)
  • A morte do Camicego (1919),

alguns dos quais com aspectos de fábulas, dado o caráter de incluir uma moral em suas conclusões.

Tanto nos contos de contexto rural quanto nos urbanos, a maior parte dos personagens têm nítidas fraquezas, alguns dos quais desconhecendo a mínima  ética.

Era no Paraíso , por exemplo, descreve a queda de Adão no Éden – uma queda literal de um símio, que por conta do ferimento cerebral passa a raciocinar (e errar), em lugar de agir pelos instintos.

A maior parte dos outros contos, demonstra que muitas vezes o melhor comportamento de alguém só pode lhe provocar problemas.

Por sua vez, Marabá é uma brincadeira, que se inicia com aula de literatura, enquanto cria um falso roteiro de filme para substituir o que seria um romance histórico brasileiro.

Este livro de Monteiro Lobato pode continuar a ser lido por muito tempo, sem ficar desatualizado.

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