A História Secreta

A História Secreta, de Donna Tartt (Planeta DeAgostini, 2003, 517 p., R$ 16,90), inicia-se contando que um aluno de uma faculdade em Vermont foi morto por seus colegas do curso de letras clássicas.

A partir daí, o livro retrocede, sempre contado por um dos alunos desse período, para falar das razões que conduziram ao cometimento do assassinato. O resumo completo da trama pode ser encontrado na wikipedia em inglês, inclusive com a descrição do que ocorreu aos outros personagens, por isso não vou me estender nesse assunto. O que importa, porém, é a gama de futilidades, vaidades, mentiras, bem como de compromissos muitas vezes obtidos por meio de chantagens, reais ou emocionais, que permeiam todos os personagens do livro.

Fica no livro a dúvida sobre o que significa de fato amizade, e quanto ela pode ou não ser alterada por circunstâncias as mais diversas.

Curiosamente, ocorrem nestas semanas alterações na legislação de porte de armas nos Estados Unidos, por conta de repetidos casos de violência gratuita que ocorrem em campi universitários ou de escolas secundárias (e, recentemente, também infantis). A sensação que a leitura do livro me transmitiu conduziu-me diretamente a uma hipótese: não são as armas a causa de tantos crimes inexplicáveis na sociedade dos Estados Unidos, mas sim o próprio sistema como as escolas funcionam naquele país.
Quantas outras dezenas de obras, de literatura ou de cinema, já trataram desse assunto? Pois então, parece que a violência não é tão gratuita como falam ociólogos e antropoilógicos, mas parte de um “diletantismo acadêmico”.

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2 comentários

  1. “Quantas outras dezenas de obras, de literatura ou de cinema, já trataram desse assunto?” – É verdade, além do filme mais conhecido, A Insaciedade dos Poetas Mortos kkk tudo tem sempre uma mortezinha aqui ou ali, um suicidiozinho, um estuprozinho durante festas das fraternidades, em tudo que se refere a faculdades americanas. Ô gente atarefada nas escolas…

    1. Quando vi esse filme que você mencionou, saí do cinema verdadeiramente como nojo, enquanto que a platéia o aplaudia.

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