O Amante do Vulcão

Já tinha lido, há tempos, algumas coisas de Susan Sontag. Não tinha gostado. Nestes dias, li O Amante do Vulcão (Planeta DeAgostini, 2003, 423 p., R$ 16,90), que a escritora norte-americana escreveu baseando-se na vida de sir William Hamilton, o marido da famosa Emma Hamilton, modelo de quadros e amante de lord Nelson, trio que já foi objeto de outros livros e de filmes.

O livro de Susan Sontag perde-se ao longo de suas páginas. O primeiro terço é interessante, curioso, fala mais de Hamilton, embaixador britânico no Reino de Nápoles, colecionador inveterado de obras de arte, antigüidades, pedras vulcânicas que ele mesmo colhe no Vesúvio, e discorre com algum humor. No restante do livro, interessada em demonstrar muita erudição Sontag passa a focar coisas em excesso, e acaba tornando o livro um emaranhado de parágrafos mal ajeitados, de comentários fora de propósito, de descrições desnecessárias em diálogos. O famoso trio britânico de amantes já teve versões melhores, na literatura ou no cinema.

Nos quatro últimos pequenos capítul0s, a autora dá ao desenrolar das várias tramas do livro as versões de quatro personagens femininas do livro: a primeira mulher de William, a mãe de Emma, a própria Emma, e da poetisa Eleonora da Fonseca Pimentel. Versões que servem para mais “filosofices” de Susan Sontag.

Como mencionei logo no início, não tinha gostado de outras obras de Susan Sontag. Tampouco gostei de mais esta que li. Susan Sontag, como sempre, demonstrou ser uma fonte de pensamentos negativos.

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