A Carta Esférica

A Carta Esférica, de Arturo Pérez-Reverte (Planeta deAgostini, 2003, 530 p., R$ 16,90), trata de um grupo de pessoas na disputa por um tesouro de um navio de jesuítas, que, afundado no Mediterrâneo na metade do século XVIII, conteria esmeraldas em seu interior.

Os personagens principais são: um oficial da marinha mercante, suspenso por ter levado um navio ao encalhe; uma funcionária do museu naval espanhol, obcecada com o assunto do navio jesuíta; um empresário gibraltarino especializado em resgastes marítimos e caça a tesouros; um ex-suboficial argentino, com ligações à tortura na época  da ditadura militar em seu país; e o dono de um barco que participa da busca ao tesouro. “Gente fina”, acostumada a passar rasteiras nos outros.

O tema é banal, mas o livro é recheado de interessantes informações sobre navegação e sobre cartografia, como os equipamentos e métodos usados desde a Antigüidade para marcar a latitude e a longitude.

Os diálogos do livro em geral são entremeados de número excessivo de descrições, que tornam a linguagem um tanto rebuscada.

Um livro, nada mais, certamente não uma obra-prima.

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