Revolucionários

Revolucionários – Ensaios contemporâneos, de E. J. Hobsbawm (Paz e Terra, 2003, R$ 46,00, 278 p.), é uma coleção de artigos escritos pelo marxista empedernido na década de 1960/1970.

I. Comunistas (seis capítulos)

II. Anarquistas (três capítulos)

III. Marxismo (sete capítulos)

IV. Soldados e Guerrilhas (três capítulos)

V. Rebeldes e Revoluções (seis capítulos).

Tudo tão ideològicamente comprometido, que estraga as análises. Para variar, Hobsbawm com sua idolatria pela ex-Iugoslávia titoísta, que depois da morte do líder virou cenário de um dos maiores matadouros humanos, pois o que mantinha os iugoslavos unidos era apenas a ditadura comunista. (Vale o mesmo para a ex-URSS, com menos personalismo em alguns poucos anos – mas sempre ditaduras).

Dá para perceber fàcilmente que o autor pretende sempre menosprezar sua Inglaterra, e chega a elogiar o ditador golpista Napoleão, o Pequeno.

O artigo Hannah Arendt e a Revolução é de uma superficiliadade que demonstra um grave problema de inveja entre um pensador e outra.

Ao contrário de outras obras de Hobsbawm, este livro é absolutamente dispensável. Parece ter sido concebido pelos velhinhos que dão aulas em escolas da esquerda festiva, e que ainda louvam aquele guerrilheiro argentino que virou sex-symbol. O livro é uma coleção de artigos superados pelo próprio desenvolvimento do mundo, a ruína dos países ditos socialistas, e a ditadura do comunismo capitalista que surgiu na China. Não precisava ter sido reeditado.

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