A Cidade do Século XIX

Senhores da Editora Perspectiva,

NUNCA li um livro tão MAL TRADUZIDO como esse A Cidade do Século XIX, de Guido Zucconi, 2009, ISBN 978-85-273-0867-0,

destruído na tradução para o português pela senhora Marisa Barda.

PÉSSIMO

Vocês não têm revisores? Ou fazem tradução apenas pelas máquinas da internet?

Monaco da Baviera em português se diz simples e lindamente MUNIQUE,

vocês não sabiam?

Exército de Salvação é uma instituição, tal como essas pestilentas WWF e Greenpeace de hoje.

Letras maiúsculas também para ela.

Grenz, em alemão, significa fronteira. Grenzenland é a região de fronteira.

Slesia em italiano é SILÉSIA em português.

Lipsi não é nada, em nenhuma língua, pois em italiano se diz Lipsia; no Brasil se utiliza simplesmente LEIPZIG, como no original alemão.

Magonça, invenção da autora vinda do italiano Magonza, em português lusitano é Mogúncia, ou no Brasil se utiliza o original alemão MAINZ.

Spalato é italiano; em português se utiliza a forma croata de SPLIT.

Ausburgo e asbúrgico são coisas de italiano. Habsburgo é como se usa em português, originado do alemão Habsburg.

Além disso, não houve império Habsburgo na Prússia, mas sim na Áustria. Faltou uma virgula, como há logo em seguida.

Cárpatos é o topônimo. Carpático é o adjetivo.

Algéria em português é Argélia, e seus adjetivos variam de forma correspondente.

Os Champs Elysées em português já foram devidamente traduzidos por Campos Elíseos, e estão plenamente incorporados ao entendimento coletivo.

Todos no Brasil conhecem a Bastilha.

Praça da Concorde, que ridículo! Em outro página aparece Place de la Concorde. Preguiça da tradutora.

Tâmisa leva acento – sempre, não às vezes.

Vale o mesmo para Vêneto, Catânia, Morávia.

Se é para escrever na forma francesa: Ancien Régime, sempre com acento, não às vezes. Aliás, entre outras páginas se preferiu traduzir para antigo regime, algumas vezes com letras maiúsculas e outras com letras minúsculas. Por que?

Lycée se escreve com Y, não com I.

Havia em Paris a École des Ponts et Chaussées, com S, plural.

A cidade australiana é Sydney, e não sidney.

Manhattan tem N final, não -m.

O que é Mássico central? O Maciço Central de outra página?

EBREO nao é apenas hebraico, mas também judeu, e no caso do livro, IÍDICHE.

Jônico, e não iônico, como em italiano. Ou a tradutora se referia a íons?

Heptaneso, com H, porque as palavras referentes a SETE em grego tem H em português (e em praticamente todas as outras línguas, exceto italiano – em grego levam um acento no início da palavra).

(O livro foi traduzido para público brasileiro, ou apenas para arquitetos ítalo-paulistas?)

Docks e Wharfs têm palavras em português. A tradutora poderia procurá-las, em lugar de manter o original inglês, nesses casos.

Puzzle, em português, é quebra-cabeças, se a tradutora ainda não sabe.

Standard é padrão.

Para se traduzir é muito conveniente algum conhecimento de história, de geografia, e de comparações de diferentes línguas, algo que certamente a arquiteta Marisa Barda esqueceu.

Saber italiano para entender uma obra não significa que se sabe português para traduzir um livro.

Se Hobsbawn escreveu “A Era do Capital“, então Victor Hugo poderia ter escrito “Os Miseráveis“, e Charles Dickens “Tempos Difíceis“. Por que traduz uns títulos e outros não?

Que falta de critério!

Estes são alguns dos muitíssimos exemplos de falhas que o livro contém.

Sinto-me inteiramente enganado. Gastei dinheiro com algo que não teve qualquer cuidado na produção.

Pensem nisso no futuro.

E eu estarei mais atento em comprar outras obras da Perspectiva, pois pude ver que QUALIDADE é algo com que a editora não se preocupa nas obras.

Preguiça foi o estímulo utilizado pela tradutora desse livro publicado pela Editora.

Ganância foi a prática da Editora na sua publicação.

                                                                             Em tempo: o presente texto foi encaminhado, por correio eletrônico, à Editora Perspectiva e à Câmara Brasileira do Livro. A primeira não respondeu, e da segunda recebi o aviso automático de que a mensagem excedia o tamanho permitido (por eles mesmos) para a entrega do texto.

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