Livros na rua

Embora eu comente há muito tempo sobre meu hábito de deixar livros nas ruas, algo que aprendi quando li o chaterrésimo livro Xadrez, Truco e Outras Guerras – Ira, de José Roberto Torero, da coleção Plenos Pecados, em 1998, e o deixei em um banco na sala de espera do aeroporto 2 de Julho, em Salvador, o Estadão publicou uma matéria sobre um projeto carioca de deixar livros na rua, “copiando um projeto dos Estados Unidos”.

O açougue cultural T-Bone, na Asa Norte, também deixa livros expostos no próprio local, ou em paradas de ônibus de Brasília, há bastante tempo. Mas, a idéia é dos gringos, lógico.

O que importa é que vocês adotem a idéia: terminou de ler um livro, repassem-no a outra pessoa, conhecida ou não. Se ele tiver “a cara de alguém” conhecido, dê a essa pessoa; se não, deixe-o em qualquer lugar, máquina de auto-atendimento bancário, parada de ônibus, poltrona de cinema, assento de ônibus, etc.. A menos que seja um livro de referência, ou de uma área de estudo particular do seu interesse, que lhe vai ser necessário no futuro. Literatura é para ser repassada aos outros, essa é a própria idéia de existir qualquer arte, não ficar enfurnada.

A cultura agradece, e as editoras que se emputeçam. Afinal de contas, quem manda cobrarem absurdos pelo produto, sobretudo uma certa “grife“.

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